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Baobáxia e outras ciências em ação

Baobáxia e outras ciências em ação

# Resumo Introdução: A Baobáxia é uma rede de comunicação comunitária e descentralizada, baseada em software livre e metáforas culturais significativas. Desenvolvida pela Casa de Cultura Tainã junto à Rede Mocambos, propõe uma infraestrutura digital autônoma que visa preservar e compartilhar conhecimentos de comunidades quilombolas e indígenas. Metodologia: O estudo utiliza a Teoria Ator-Rede para entender como a Baobáxia articula tecnologia, cultura e política, destacando a agência de humanos e não-humanos na construção da rede. As metodologias utilizadas enfatizam a participação ativa das comunidades. Discussão: Com isso, mostramos como a Extensão Comunitária, aliada a um conhecimento situado e à oralidade, princípios que orientam o desenvolvimento da Baobáxia, podem ser um modelo alternativo às lógicas coloniais e centralizadoras da tecnologia. Conclusão: Os resultados revelam como a Baobáxia não é apenas uma ferramenta tecnológica, mas um organismo vivo que integra saberes ancestrais e digitais, promovendo autonomia e sustentabilidade. # Abstract Introduction: Baobaxia is a decentralized community comunication network, based upon free software and culturally meaningful metaphors. It was developed by a community center called Tainã and by the Mocambos Network and its purpose is to be an autonomous digital infrastructure that preserves and shares knowledge from quilombolas and indigenous communities. Methods: The study utilizes the Actor-Network Theory in order to understand how the software Baobaxia articulates technology, culture and politics, highlighting the human and non-human agency in the structuring of the Mocambos Network. The methods emphasize the active participation of the community. Discussion: We expect to show how Community Extension, situated knowledge and orality, principles that guide the Baobaxia’s development, could be an alternative model to develop technology, as opposed to the current colonial and centralized model. Conclusion: The results show that Baobaxia is more than a technological tool, it is a living organism that aggregates ancestral and digital knowledge, promoting autonomy and sustainability Publicado em: https://doi.org/10.20396/ijoce.v7i00.21055

05/08/2026
Speculative Black Digital Territories in Brazil
 Mestre Joelson Ferreira  -  Professor visitante da UFBA

Mestre Joelson Ferreira - Professor visitante da UFBA

Para Mestre Joelson, o desafio da docência na UFBA faz parte da estratégia de enfrentamento às opressões vividas pelos povos tradicionais. “Não venho só, venho acompanhado de todo um movimento de ancestralidades. A pedagogia é pra fora da sala, precisamos ver as ações, dialogar com o território. Sou grato à UFBA, muitos alunos dessa casa ajudaram a construir a Teia dos Povos e essa é uma forma de ampliarmos a luta”. Mestre Joelson foi contratado em regime de dedicação exclusiva, por tempo determinado, mediante “Edital Interno 01/2023 – IHAC – Chamada para Processo Seletivo para Apresentação de Candidaturas do IHAC ao Edital Professor Visitante Notório Saber 2023 PROEXT/UFBA”, a partir de 04/dez/2023. Sua primeira atividade foi a aula conjunta com o professor visitante Horácio Machado Araóz, da Universidade de Catamarca, na Argentina, no minicurso Ecologias Políticas desde Abya Yala e encerramento da disciplina Cultura e Desenvolvimento. No primeiro semestre de 2024, Joelson ofertará um curso em Tópicos Especiais em Culturas junto ao programa de pós-graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura), onde integra o quadro docente como Professor Visitante, colaborando para o componente de Tópicos Especiais em Humanidades e Estudo das Contemporaneidades, na graduação no IHAC, e Estudos Socioeconômicos e Ambientais, na graduação na FAU, e atuará com atividades de ensino, pesquisa e extensão, sob a Coordenação de Leticia Marques e supervisão de Felipe Milanez, que apoiou a contratação do Mestre. Também se articulam nessa ação de acolhimento de mestre Joelson uma teia de professores que irá colaborar com os cursos oferecidos por mestre Joelson, e grupos de pesquisas onde ele participará de debates, além de Felipe Milanez, no IHAC e o Grupo de Ecologias Políticas, com os professores Felipe Estrela, da Faculdade de Direito; Thaís Rosa, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (grupo Margear/PPGAU e Residência AU+E) ; Gilca de Oliveira, da Faculdade de Economia e do Geografar, Ana Lúcia Lage, do BI de Humanidades e Bianca Rückert, do BI Saúde, do IHAC, entre outros docentes e discentes que contribuem para a recepção do Mestre em Salvador. Viva Mestre Joelson e a luta dos povos!

17/03/2024
Tecnologias, infraestruturas e redes feministas
PATRIMÔNIO DE CÓDIGO ABERTO: tensionando informação, participação e tecnologia

PATRIMÔNIO DE CÓDIGO ABERTO: tensionando informação, participação e tecnologia

Autores: NITO, Mariana Kimie da Silva (1); SOSTER, Sandra Schmitt (2) RESUMO: A compreensão contemporânea do patrimônio cultural possibilita diferentes apropriações e reivindicações pelo direito à memória, aflorando práticas e projetos que partem de processos colaborativos, iniciativas da sociedade civil organizada e do Estado. Nesse sentido, o campo da Educação Patrimonial se destaca por ter promovido a participação social nas políticas e ações do patrimônio cultural no Brasil, principalmente por meio do método de inventário participativo. Essas políticas e ações ganham força e se interinfluenciam através do uso de tecnologias digitais, desvelando outras camadas da complexidade da sociedade contemporânea. Com a constante evolução das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), as possibilidades de trabalho sobre as referências culturais das comunidades locais e o patrimônio cultural oficializado são imensuráveis. Neste artigo, refletimos sobre como tecnologias de georreferenciamento e a Internet podem contribuir para a democratização do patrimônio, com base na ideia de patrimônio de código aberto e colaborativo. Para fundamentar essas questões, abordamos os métodos de Inventário Participativo e Cartografia Social a partir de suas semelhanças e dos desafios apresentados pelo meio digital, problematizando o papel dos cidadãos e o processo educativo. Assim, nossa questão principal é: Qual relação queremos construir entre sociedade e patrimônio por meio da tecnologia digital? ABSTRACT: The contemporary understanding of cultural heritage enables different approaches and demands for the right to memory, rising practices and projects that start from collaborative processes, initiatives from organized civil society and the Government. In this regard, the field of Heritage Education stands out for having promoted social participation in cultural heritage policies and actions in Brazil, mainly through the participatory inventory method. These policies and actions gain strength and influence each other through the use of digital technologies, unveiling other layers of the complexity of contemporary society. With the constant evolution of Information and Communications Digital Technology (ICDT), the possibilities for working with cultural references of local communities and classified cultural heritage are immeasurable. In this paper, we reflect on how georeferencing technologies and the Internet can contribute to the democratization of heritage, based on the idea of open source and collaborative heritage. To support these issues, we approach the methods of Participatory Inventory and Social Cartography based on their similarities and the challenges presented by the digital medium, problematizing the role of citizens and the educational process. Therefore, our main question is: What relationship do we want to build between society and heritage through digital technology?

02/08/2023
Pra aprender tem que botar sentido: diálogos sobre despossessão, terra e conhecimento

Pra aprender tem que botar sentido: diálogos sobre despossessão, terra e conhecimento

Pra aprender tem que botar sentido: diálogos sobre despossessão, terra e conhecimento com mestres do assentamento Terra Vista – BA. 2017. xv, 138 f., il. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Resumo: Esta pesquisa foi realizada entre 2014 e 2016 junto a camponeses e camponesas do Terra Vista, assentamento de Reforma Agrária localizado em Arataca, Bahia. Esse território foi constituído a partir da luta de trabalhadores despossuídos que sonham em realizar uma relação com a terra em que a fartura seja plena. Hoje são desenvolvidas diversas ações que visam promover a recuperação da Mata Atlântica em confluência com o sistema de cultivo denominado Cacau-Cabruca – em que o cacau é plantado dentro da mata nativa. Além disto, a comunidade busca construir processos educativos enraizados nos saberes-fazeres de seus mestres e “mais velhos”. Neste contexto, o presente trabalho partiu de uma proposta de pesquisa demandada pela comunidade em que me foi solicitado realizar um diálogo com seis anciãos considerados mestres. A partir da escuta a suas narrativas e da convivência com estes, organizei o texto considerando três dimensões do “ser mestre” camponês. Em primeiro lugar, argumento que ser mestre é ser guardião da memória coletiva e, portanto, oferecer um espelho para que os mais jovens possam olhar para dentro de si. Em segundo lugar, afirmo que essas pessoas não apenas narram histórias sobre si e sobre o contexto sócio histórico de que são parte; elas são guardiãs de conhecimentos sobre a natureza e sobre princípios que regem o cultivo agrícola e a vida, propondo e criando meios para vivenciar a fartura. Por fim, os mestres também assumem um papel de – por meio do diálogo – desafiar as pessoas a engajarem-se no e com o mundo de maneira reflexiva, com os outros e enraizada na realidade. Na travessia camponesa, argumento que os mestres são aqueles que sabem escutar os sinais da natureza e aprender com ela; a natureza toma simbolicamente o lugar de mestre. Assim sendo, tornar-se sujeito é, em princípio, reconhecer-se como parte de um caminho andado junto, passa por saber as histórias daqueles que romperam cercas, furaram mundos para que os que hoje pisam essa terra, e ela própria, estejam vivos. Abstract: This research was conducted between 2014 and 2016 among peasants from Terra Vista, a Land Reform settlement located in Arataca, Bahia. This territory was constituted from the struggle of deposseded workers who dream to build a relationship with the land in which abundance is fully plenty. There are many actions being developed today which aim to promote the recovery of the Atlantic Forest, converging with the cultivation system Cacau-Cabruca, where cocoa is planted within the native forest. Besides that, the community aims to build educational processes rooted in the knowhow of their master and “elderlies”. In this context, the present dissertation arises from a community request. I promoted a dialogue with six elderlies who were considered masters. From listening to their narratives and living with them, I’ve organized the text considering three dimensions of the peasant “being master”. First, I argue that being a master is being a guardian of the collective memory, and, therefore, offering a mirror so the youngsters can look within themselves. Secondly, I affirm that these people not only narrate stories about themselves and about the social historical context they are a part of; they are guardians of knowledges about nature and about principles that guide agriculture and life, proposing and creating ways to live in abundance. Lastly, the masters, through dialogue, also take on a role of challenging people to engage in and with the world in a reflexive manner and rooted in reality. I argue that masters are those who can listen to the signs of nature and learn with it; nature symbolically takes the role of the master. Therefore, becoming a subject is, in principle, recognizing oneself as part of a shared path, and knowing the stories of those who broke fences and pierced worlds for the ones who step on this land today, and for the land itself, to be alive. Autora: Mariana Cruz de Almeida Lima

02/08/2023
Afrociberdelia Mocamba Baobaxia na Rota Digital do Campinho da Independencia

Afrociberdelia Mocamba Baobaxia na Rota Digital do Campinho da Independencia

Fruto da junção entre “baobá” e “galáxia”, Baobáxia é um sistema digital livre criado para permitir o armazenamento e compartilhamento de materiais multimídias por locais com pouco ou nenhum acesso à internet. Desenhada por integrantes e parceiros da Rede Mocambos, essa plataforma faz parte da jornada educativa praticada pela Casa de Cultura Tainã com quilombolas, indígenas, caiçaras e assentamentos sobre apropriação tecnológica digital. Voltado para funcionar principalmente com comunidades rurais, esse software livre sincroniza informações de forma descentralizada a partir da internet, quando disponível, e/ou pela troca de dados entre as pessoas que circulam com o programa instalado em algum dispositivo móvel. Seu processo de implementação assumiu a dinâmica de andanças pelos territórios e ganhou o nome de “Baobáxia na Rota dos Baobás” por incorporar saberes ancestrais com plantio de mudas da árvore milenar africana nos encontros de diálogos tecnológicos. Com o sistema Baobáxia instalado no quilombo Campinho da Independência, como um parceiro da rede, esta pesquisa buscou explorar caminhos para identificar como o trabalho promovido pela Rede Mocambos, em articulação de comunidades tradicionais e políticas públicas, foi ou não assimilado no Campinho em seu contexto digital. Partindo de uma revisão bibliográfica sobre a formação da internet, o caso programa GESAC para áreas rurais e o Programa Cultura Viva, este trabalho também agregou visitas de campo, entrevistas, análises de bases de dados e conteúdos digitais. Com apoio de autores que trabalham redes sociais, como Barnes e Bott, e teóricos que trabalham com apropriação tecnológica, como Fouché e Eglash, este trabalho trata-se de uma exploração inicial sobre o tema que envolve redes multiculturais de pessoas e saberes na apropriação conjunta de tecnologias comuns. A synthesis of words “baobab” and “galaxy”, Baobáxia is a free digital system created to allow the storage and sharing of multimedia materials by places with restrictions or no access to the internet. Designed by members and partners of Rede Mocambos, this platform is part of the educational journey practiced by Casa de Cultura Tainã with quilombolas, indigenous, caiçaras and small farmers on digital technological appropriation. Designed to work mainly with rural communities, this free software synchronizes information in a decentralized way from the internet, when available, and/or from the data exchange between people who circulate with the program installed on some mobile device. Its implementation process assumed the dynamics of wanderings across the territories and earned the name "Baobáxia on the Route of the Baobabs" for incorporating the planting of seedlings of the ancient African tree through meetings of technological dialogues. With baobáxia system installed in quilombo Campinho da Independência, as a partner of the network, this research sought to explore ways to identify how the work promoted by the Rede Mocambos, in articulation of traditional communities and public policies, was or was not assimilated in Campinho in its context digital. Started with a bibliographic review on the formation of the internet, the case of the GESAC program for rural areas and the Cultura Viva program, this work also included field visits, interviews, analysis of databases and digital content. With the support of authors who work with social networks, such as Barnes and Bott, and theorists who work with technologies made by technologically marginalized populations, such as Fouché and Eglash, this work is an initial exploration on the theme that involves a multicultural network of people and knowledge in the joint appropriation of common technologies. Autor: Daniel Cardoso de Andrade

17/07/2023
O Comum Entre Nós
A terrestrial Internet from the quilombos

A terrestrial Internet from the quilombos

Este artigo, baseado em trabalho de campo etnográfico, examina a origem e o desenvolvimento da Baobáxia, uma rede digital para compartilhamento de conteúdos produzidos em comunidades. A Baobáxia surgiu no Brasil em comunidades quilombolas no início dos anos 2000 expandindo-se para outros grupos marginalizados na América do Sul, África e Europa. Focamos no papel essencial que a árvore baobá exerce nessa rede, levantando a questão dos recursos materiais que sustentam a Internet e o capitalismo digital. Em nossa análise, a Baobáxia exemplifica uma “Internet terrestre” que expõe a ilusão capitalista de desmaterialização e revela uma abordagem diferente para o desenvolvimento de tecnologia em meio às crises ambientais planetárias recentes. O artigo demonstra a articulação dos conhecimentos ancestrais com as novas tecnologias na concepção e construção da Baobáxia, uma rede adaptável às condições geográficas, ecológicas e infraestruturais, fomentando a resistência, autonomia e sustentabilidade comunitária. O desenvolvimento da Baobáxia, historicamente enraizada e voltada para o futuro, é um experimento esclarecedor na exploração e compartilhamento de maneiras de criar mundos que sustentam vida. Nosso estudo sobre essa evolução transatlântica do baobá, nos últimos cinco séculos, desafia o quadro espaço-temporal frequentemente limitado da pesquisa etnográfica. Desta forma, defendemos uma abertura metodológica para perspectivas alternativas de interlocutores etnográficos para orientar a compreensão acadêmica sobre o mundo. Autores: Shaozeng Zhang, Mariana Ribeiro Porto Araujo Ana Carolina de Assis Nunes

16/07/2023
Tecnologias, infraestruturas e redes feministas
Entre algumas outras tecnologias

Entre algumas outras tecnologias

Este artigo tem como intenção pensar e construir outras maneiras de compreender as tecnolo- gias no campo de estudos de Ciência, Tecnologia e sociedade (CTS) na América Latina e no Caribe a partir da valorização e reconhecimento dos saberes e conhecimentos tecnológicos das comunidades quilombolas, camponesas e indígenas os quais têm sido apagados e desco- nhecidos. Além disso, esse trabalho objetiva esclarecer a mestiçagem dessas tecnologias pró- prias com as tecnologias alheias para fortalecer a memória e o resgate do próprio. Neste senti- do, articulam-se os trabalhos de Henrique Cunha Junior, sobre tecnologias africanas, Alexan- der Herrera Wassilowsky, sobre conhecimentos dos povos andinos, Alberto Acosta sobre o Bem viver e Silvia Rivera Cusicanqui sobre o conceito do ch’ixi com duas experiências orga- nizativas: MinkaLab, da Colômbia, e a Rede Mocambos no Brasil. Ambas as experiências reconhecem, valorizam e compartilham os conhecimentos tecnológicos ancestrais e tradicio- nais das comunidades camponesas, indígenas e quilombolas como estratégia para resgatar o próprio, construir um bem viver, resguardar a memória e respeitar a diversidade de conheci- mentos e de rasgos culturais característicos da Abya Yala. Do mesmo modo, quer-se identifi- car o uso e apropriação das tecnologias alheias como instrumento para o fortalecimento dessa memória e a criação de uma mestiçagem tecnológica. Ana María Rivera Fellner Leander Cordeiro de Oliveira Luiz Ernesto Merkle

16/07/2023
EDUCAÇÃO NAS SOCIEDADES DO CONHECIMENTO
Oficina Territórios Digitais Livres - Baobáxia
Redes Federadas Eventualmente Conectadas
BBX_Fosdem_2016

BBX_Fosdem_2016

Baobáxia no FOSDEM 2016/ trad: Baobáxia é um projeto comunitário para conectar cerca de 200 quilombos brasileiros e tem a missão de ajudar no intercâmbio e na preservação da cultura tradicional. <br><br> Um desafio especial é perceber que muitos dessas comunidades estão localizadas em áreas remotas, sem acesso à internet. Portanto, é necessário que seja possível sincronizar os dados offline. <br><br> Tecnicamente, o sistema usa o “git annex” para resolver o desafio do problema da distribuição offline, mas é muito importante a participação da comunidade nesse processo. A Rede Mocambos é uma rede com cerca de 200 comunidades afrobrasileiras e indígenas. Como rede, é focudade na criação de uma nova infraestrutura e fortalecer a comunidades por meio do uso do software livre. <br><br> Baobáxia é um sistema criado para unir essas comunidades numa rede offline. Cada comunidade irá fazer o upload de sua cultura local (na forma de documentos and conteúdo multimídia) no seu servidor e terá suas contribuições sincronizadas ao restante da rede. Servidores com conexão a internet podem sincronizar diretamente com outros servidores na internet, enquanto as comunidades offline podem sincronizar seu conteúdo durante encontros frequentes and visitas a outras comunidades da rede. <br><br> O Baobáxia tem por propósito dar a comunidades tradicionais a infraestrutura para criar em preservar sua própria cultura digital, cada qual à sua maneira. A distribuição offline é muito importante já que muita dessas comunidades provavelmente nunca terão acesso à internet rápida devido sua localização geográfica, mas a criação de uma comunidade gratuita e livre baseada no compartilhamento de dados é de extrema importância e uma alternativa aos monopólios globalizados como o Youtube e o Facebook. O sistema está operando há um ano e atualmente possui 30 servidores que correspondem cerca de 20 diferentes comunidades locais. O esforço do projeto atualmente é consolidar esse processo, planejar novos passos para o futuro e realizar workshops para usuários e administradores nas comunidades. <br><br> Tecnicamente, o sistema é construído no sistema Pyhton and Django, com uma base em Java Script e faz uso do git e do git annex para sincronizar os dados. A parte importante desse processo é que a comunidade participe dessa construção. Baobáxia representa a esperança para o futuro digital de 200 tradicionais comunidades que já estão usando software livre and a tecnologia gratuita para propagar e desenvolver suas culturas.

06/01/2016
III Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro

III Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro

III Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro Publicado em 26 de ago de 2015 - Correio Nagô Nunca se tinha ouvido falar da Vila Moisés antes da chacina. O lugar não existia no mapa da cidade, exceto nas escalas da RONDESP. Lá não tem qualquer sinal de presença do Estado, lá não tem iluminação pública, asfalto, rede de esgoto, escola nem creche. Na Vila Moisés, o Estado se faz presente com as patrulhas policiais. O Cabula é um bairro repleto de histórias de insurgência, revoltas e pobreza negra desde os primeiros tempos da escravidão. Quilombolas, escravidos fugidos, libertos, adeptos do candomblé e tantos outros insurgentes viveram lá. Nem por isto se trata de um lugar marginal na Salvador do século XXI. No Cabula estão a Universidade do Estado da Bahia, escolas públicas e particulares, condomínio pra classe média e shoppings center. Nada disso existe na Vila Moisés. A chacina aconteceu pouco antes do carnaval, nem os fartos confetes do Momo baiano enterraram doze cadáveres de jovens, que tinham entre 15 e 24 anos. Assim que os camarotes e arquibancadas baixaram as cordas e acordes carnavalescos, o Movimento Reaja ou será morto! Reaja ou será morta! conseguiu mobilizar diversos setores da sociedade civil e instituições ligadas aos Direitos Humanos para uma audiência pública mediada pela Ordem dos Advogados da Bahia. A audiência publica fez a sede da OAB transbordar com cerca de duas mil num auditório onde só cabiam 150 pessoas. A tensão se espalhava até a Praça da Piedade, de onde se podia ver e ouvir as representações dos sindicatos dos policiais distribuindo panfletos, exibindo cartazes e amplificando com carro de som o protesto contra os protestos que têm se multiplicado desde a chacina do Cabula. - See more at: http://mundoafro.atarde.uol.com.br/balaio-de-ideias-a-guerra-segue/#sthash.I32Kn3Hf.dpuf

23/11/2015
Cyber Quilombo  -  Mulher Negra e Feminismo - Bergman de Paula
Cyber Quilombo  -  Oralidade e Literatura Negra Contemporânea - Allan da Rosa
CyberQuilombo  -  Música Negra e Movimento Black Power
A mediação e informação entre humanidade e mundo na perspectiva da filosofia da técnica de Simondon
Pajelança Quilombólica Digital - Territórios Digitais Livres
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