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III Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro

III Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro

III Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro Publicado em 26 de ago de 2015 - Correio Nagô Nunca se tinha ouvido falar da Vila Moisés antes da chacina. O lugar não existia no mapa da cidade, exceto nas escalas da RONDESP. Lá não tem qualquer sinal de presença do Estado, lá não tem iluminação pública, asfalto, rede de esgoto, escola nem creche. Na Vila Moisés, o Estado se faz presente com as patrulhas policiais. O Cabula é um bairro repleto de histórias de insurgência, revoltas e pobreza negra desde os primeiros tempos da escravidão. Quilombolas, escravidos fugidos, libertos, adeptos do candomblé e tantos outros insurgentes viveram lá. Nem por isto se trata de um lugar marginal na Salvador do século XXI. No Cabula estão a Universidade do Estado da Bahia, escolas públicas e particulares, condomínio pra classe média e shoppings center. Nada disso existe na Vila Moisés. A chacina aconteceu pouco antes do carnaval, nem os fartos confetes do Momo baiano enterraram doze cadáveres de jovens, que tinham entre 15 e 24 anos. Assim que os camarotes e arquibancadas baixaram as cordas e acordes carnavalescos, o Movimento Reaja ou será morto! Reaja ou será morta! conseguiu mobilizar diversos setores da sociedade civil e instituições ligadas aos Direitos Humanos para uma audiência pública mediada pela Ordem dos Advogados da Bahia. A audiência publica fez a sede da OAB transbordar com cerca de duas mil num auditório onde só cabiam 150 pessoas. A tensão se espalhava até a Praça da Piedade, de onde se podia ver e ouvir as representações dos sindicatos dos policiais distribuindo panfletos, exibindo cartazes e amplificando com carro de som o protesto contra os protestos que têm se multiplicado desde a chacina do Cabula. - See more at: http://mundoafro.atarde.uol.com.br/balaio-de-ideias-a-guerra-segue/#sthash.I32Kn3Hf.dpuf

23/11/2015
Suportar

Suportar

Espetáculo “Suportar” é um duo de dança concebido para espaços alternativos, que conta com trilha sonora original executada ao vivo por um contrabaixista e coreografia que vai do gesto mais simples às quedas mais arriscadas. Toda a movimentação do espetáculo parte do estudo corporal de ações físicas opostas, como empurrar/puxar, atacar/esquivar, conduzir/entregar-se. Surgem, então, jogos cênicos com base na atração da gravidade, perda de equilíbrio, queda e resistência a ela. O conhecimento dessas ações e a sua prática é o que possibilita prever atitudes, entender gestos e olhares sem a necessidade da palavra, permitindo, por conseguinte, que se possa arriscar, buscando limites. O elemento-chave desse duo é a cumplicidade, a confiança e a escuta que se verificam tanto no jogo físico das ações como em toda a linha dramatúrgica do espetáculo. Intervenção A intervenção urbana "Jogos de Suportar" traz para as ruas a apresentação de dois performers que, a partir de matrizes de improvisação baseadas em ações físicas simples, como empurrar/puxar, arrastar/suspender, compõem com os espaços públicos urbanos. Eles chegam nestes ambientes sem saber o que vão encontrar, porém, colocam-se abertos para os estímulos dados no próprio momento da apresentação por tudo aquilo que os cerca: fluxos vivos de pessoas e a arquitetura fixa do espaço urbano com suas especificidades. Assim, as dinâmicas de movimento surgem no próprio instante em que a performance acontece. Mais informações sobre o espetáculo você encontra em: http://www.ciadominiopublico.com.br/espetaculo/?id=4

15/07/2015
Pajelança Quilombólica Digital - Territórios Digitais Livres
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